terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Queria ver também eu com mais saco para postar aqui.

O mundo tá cheio de coisa massa, mas parece que só consigo postar em surtos, uma vez por mês. Como não escrevo com tanta freqüência, vou fazer uma emulação de power-point com o que chamou minha atenção neste último mês.

  • Boto fé que a crítica de filmes no correio brasiliense é feita pela mesma galera que escreve o horóscopo.
    • pode conferir.
  • Natação não é arte, é a beleza da técnica. Por causa disso é melhor e mais barato que psicoterapia.
  • Na madrugada, quando você já tá alterado, a ponte se enche de aranhas e o insônia shop enche de pederastas.
    • o insônia provavelmente é ponto de swing.
    • provavelmente, também, a galera do swing edita um tablóide.
    • eu não queria saber disso.
  • Ia ser bom mostrar pra neguinho o Luis Tatit.
    • Bressane também, mas duvido que alguém goste. é um cara que consegue transformar os vícios do cinema brasileiro em virtudes.
    • eu poderia escrever horóscopo.
  • Falar de esquerda e direita é errado, mas de ideologia, ainda não.
  • Gangstas, japoneses, Timbaland, Timberlake, Portishead, Madonna, Nico: Vocês já foram à Bahia?

Enfim, essas são algumas das coisas que pensei em postar esses dias mas não tinha saco. Se alguém quiser, apresento com um retroprojetor.

Cientista vê limite em linguagem animal

esse cientista é Marc Hauser, Professor de Psicologia em Havard.


http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u373738.shtml

Pena, queria ver um papagaio simbólico.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Fala

Eu juro que tentei respeitar o Arnaldo Jabor como cineasta. Vi aquele filme mó elogiado, "Toda nudez será castigada". Mas não consegui passar da introdução que ele havia preparado para o dvd. Tava lá ele, com a mesma cara, falando do nelson rodrigues como se fala do mensalão. Uma ênfase pretensamente apaixonada, o sorrizinho boquiaberto marcando um "x" no sacarsmo. Rotula o filme dele de "pastiche de melodrama, entre a ironia e a tragédia". E aquele ritmo de fala nojeinto, como um aluno que lê um texto em voz alta e quer que a professora perceba que consegue dar, a cada frase, a entonação correta e adequada. Enfim, porra, vocês sabem do que estou falando. Não dá pra respeitar alguém assim. Talvez o Darcy Ribeiro, mas aí é outro nível.

De qualquer forma, esses trejeitos de fala, dizem muito não só sobre a respeitabilidade do sujeito, mas também a sua compreensibilidade e captação de níveis.

Lacan, por exemplo. Vi ele esses dias, no Youtube, falando de coisas que eu tinha lido no seminário, mas não tinha entendido. A partir do momento, que eu vi ele falando, fazendo silêncios, gestos e outras coisas, entendi perfeitamente o que ele queria dizer. As vezes, dava uma pausa longa e dizia algum impropério, quase gritando. Aí olhava para a camêra com o mesmo sorrizinho boquiaberto do Jabor. A partir desse ponto ficava claro o que ele queria dizer com um conceito tão obscuro quanto "nó borromeano".

Muito me ajudou vê-lo. Hoje, descobri uma maneira mais que apropriada para lê-lo: Em voz alta.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Lupicínio Rodrigues


Esses dias, tava comentando com uns amigos que achava Lupicínio o Cole Porter brasileiro. Besteira. Boto fé que quando a gente ficar tenta achar esses paralelos, do naipe João Gilberto-Elvis, Paralamas-Police, Pixinguinha-Armstrong, afirma-se apenas sub-genêros; tipos especiais de The Police, Armstrong, Porter e João.

O Lupicínio, por exemplo, tem nada a ver com o Porter. É menos sutil. Mulheres infiéis e ciúmes mostrousos. Ninguém, digo mesmo, ninguém teve a coragem de clamar vingança aos santos e fazer disso, bem ou mal, uma canção de amor.

Quanto as melodias, digamos que elas são errantes demais para os ouvidos de um Porter. Talvez seja exatamente isso que trouxe tanto sucesso. As melodias parecem estar mais ligadas a oratória e ao remoer que qualquer outra coisa, mas isso dava à música um apelo dramático que quase ninguém conseguiu. O que importa nele é dar a essa maneira escrota de sofrer por alguém alguma dignidade, mesmo que mostrando como isso é patético. Nada saúdavel, mas escutem, que é muito bonito.


Ah, bem, foi ele que inventou a expressão dor-de-cotovelo.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Erasmo

de um paciente de uma instituição de saúde mental:

-- Não dou carona para qualquer um. Sabe-se lá quem vai entrar no seu carro. Pode ser um traficante, um mafioso, um assassino. Pode ser Deus.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

escola humanista de telemarketing

Esses dias tive problemas com meu celular, por causa de uma conta que foi enviada errada. Fui numa loja, e o pessoal que trabalhava lá me atendeu mal. Disseram que estes problemas não se resolvem ali, só por telefone. Pessoalmente, só em São Paulo.

Liguei meio contrariado, digitando os números com força. A pessoa que me atendeu devia ser nova, pois o diálogo foi mais ou menos assim:

“Atendente (depois de algumas formalidades): E de que cidade você é?

Eu: Brasília

A: Brasília? Que legal, adoro ir para aí. Minha tia mora aí. É uma cidade muito bonita.

Eu: Ah é? E você mora aonde?

A: Em Goiânia. Se eu pudesse me mudava para aí, não gosto muito daqui.

Eu: Ah, Goiânia também é uma cidade bonitinha.

A: Nem acho. Mas diga, qual é o problema com a sua conta?”

Aí eu falei minhas mazelas, ela disse que foi um “erro cabuloso” no sistema, e que ia normalizar minha situação. O problema acabou por ser resolvido. Eu estava com um tanto de raiva, mas a atitude dela me desarmou. Depois ela se despediu com um “operadora agradece. Tchau, André.”

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

uma banda entendida

O legal do Queen (dos primeiros discos, digo logo) é sua influencia sobre o metal melódico. Enquanto neguinho fica lutando com dragões, eles são aqueles por quem os cavaleiros do Blind Guardian sacrificam seus dragões. são a rainha. Parece que vêm do mesmo lugar, mas ocupam castas diferentes. Se neguinho tomar banho vez ou outra, e saírem do armário vão se tornar quem tanto gostariam de ser: O Queen. Para tocar metal melódico é preciso assumir-se.

escute The March of The Black Queen para enteder o que estou falando.