terça-feira, 9 de outubro de 2007

Um Diário

este semestre tava afim de pegar algumas matérias mais bonitinhas. A psicologia clínica por mais brincalhona que seja (vide psicanálise em geral) lida com umas coisas duras. Uma das primeiras coisas que dizem pra gente é para abandonar o desejo de curar. Baixam a nossa bola com elegância e exploram essa vontade de curar como um sintoma de uma neurose qualquer. Não que os nossos professores estejam errados, não estão. O problema é que precisava dar um rolé.
Aí peguei uma disciplina interessante com um professor austríaco bem loose, que gosta de sandálias de couro, bigodes e aula no gramado. A matéria é psicologia urbana, espécie de feng shui científico aplicado às cidades. É uma aula bacana, se você descontar a alta frequência de gente reclamando que não se dá mais o assento aos idosos no ônibus e que ninguém respeita as leis de trânsito.
O professor, seguindo a sua tendência assumida pelo divertido, pediu para que nós entregássemos como trabalho final um diário. Este deve contar algumas coisas ou acontecimentos que achamos interessantes na nossa vida de habitantes de uma metrópole. Poderia ser desde acidentes de transito até a pixação no HUB com os dizeres "AIDS". Unindo o útil ao agradável, vou fazer este diário aqui. Assim nem este blog morre, nem eu fico com zero no trabalho final.
como este é um blog que se pretende popular, relaxem, não vou falar das fechadas de transito e "vai-tomar-no-cú" que recebo por aí. prefiro falar de eventos como aquele que vi a alguns dias atrás, quando vi uma tropa do exército indo de encontro à um sujeito de sunga branca e gravata borboleta. Trote, eu presumo.

2 comentários:

andreis passarinho disse...

ué, e aí?

Félix disse...

poxa, não é que a vida nas cidades é meio sem graça?