terça-feira, 20 de novembro de 2007

escola humanista de telemarketing

Esses dias tive problemas com meu celular, por causa de uma conta que foi enviada errada. Fui numa loja, e o pessoal que trabalhava lá me atendeu mal. Disseram que estes problemas não se resolvem ali, só por telefone. Pessoalmente, só em São Paulo.

Liguei meio contrariado, digitando os números com força. A pessoa que me atendeu devia ser nova, pois o diálogo foi mais ou menos assim:

“Atendente (depois de algumas formalidades): E de que cidade você é?

Eu: Brasília

A: Brasília? Que legal, adoro ir para aí. Minha tia mora aí. É uma cidade muito bonita.

Eu: Ah é? E você mora aonde?

A: Em Goiânia. Se eu pudesse me mudava para aí, não gosto muito daqui.

Eu: Ah, Goiânia também é uma cidade bonitinha.

A: Nem acho. Mas diga, qual é o problema com a sua conta?”

Aí eu falei minhas mazelas, ela disse que foi um “erro cabuloso” no sistema, e que ia normalizar minha situação. O problema acabou por ser resolvido. Eu estava com um tanto de raiva, mas a atitude dela me desarmou. Depois ela se despediu com um “operadora agradece. Tchau, André.”

4 comentários:

Ana Lopes disse...

Sinceramente não sei se ela foi aconselhada a fazer isso, mas é uma bela tática para quem é mais calma, como você. Se fosse uma pessoa mais irritada estaria chingando toda goiania e a menina junto.

ciceron disse...

acho massa quando rola umas humanidades nessas ligações.

uma caveira esperta, arrogante disse...

eu pediria receita de empadão

joao paulo tem anedota a acrescentar

Félix disse...

to ligado. a emergencia da farmácia